segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Rapidinho
terça-feira, 23 de junho de 2009
Viva o Profissionalismo
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Evite Aborrecimentos
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Osmose Reversa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Crônicas Eleitorais 1
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Trânsito - Mais um Caos
quarta-feira, 18 de junho de 2008
O Ser Humano
Jovem torcedor do América-RN foi assassinado com um tiro na cabeça quando retornava para casa, num ônibus fretado pela torcida, após um jogo contra o Ceará realizado no estádio Castelão,
Entidades muito representativas das quais não lembro o nome “investigam” o ocorrido; querem descobrir porque um menor de idade (17 anos) viajou para outro estado sem autorização dos pais; querem saber quem fretou o ônibus, quem era responsável pelos passageiros, porque escolheram aquele horário para volta, entre outras importantes questões que não me interessam. Por que para mim, só há um ponto a ser discutido: se não houvesse o disparo do revólver, não haveria ferido. Ainda assim, fico com a impressão de que descobrir a identidade do selvagem, criminoso e homicida que efetuou o disparo é o que menos importa para a sociedade.
Essa inversão de valores me faz lembrar um episódio menos recente; este, felizmente, sem vítimas fatais, quando o apresentador Luciano Huck teve seu Rolex tomado de assalto. Aproveitando seu espaço na mídia, escreveu uma carta de desabafo, repudiando o crime por ele sofrido. Muitos sujeitos que se julgam cultos encheram Huck de críticas, falando até numa suposta ‘justiça social’ que até hoje não fui capaz de compreender. Lembro-me apenas de um outro caso: há umas três semanas, roubaram a bicicleta do Seu Nonato, caseiro do meu sitio. Para mim, trata-se do mesmo caso: Luciano e Seu Nonato foram as vítimas e os bandidos foram bandidos, criminosos, pessoas que agiram fora da lei, tomaram posse de bem alheio para benefício próprio usando-se de ameaça e violência, e permanecem gozando da impunidade.
Voltando ao jovem torcedor, a situação é bastante clara: ele foi a vítima, o atirador é um criminoso. Nada mais há para ser discutido. Fale em rivalidade de torcidas, fale em ofensas trocadas pelo Orkut, qualquer coisa que se fale, nada justifica que um ser humano tire a vida de outro; nenhuma outra questão é importante.
Poderia encerrar aqui este texto mas, apenas por reflexão, gostaria de propor uma pergunta: entre matar e morrer, qual seria sua escolha? Pode usar a “legítima defesa” como justificativa para sua escolha, você teria o amparo da justiça, mas antes pense: se todos escolhessem morrer, não haveria mais homicídios.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
De novo!?
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Um problema Global
sábado, 19 de abril de 2008
Globalização
Eis aí um tema interessante. Tão na moda, já virou mesmo um clichê; mas ainda assim, o contato com culturas diversas traz novas opiniões, diferentes pontos de vista e um grande aprendizado – até mesmo sobre nossa própria cultura.
Outro domingo tive a oportunidade de ir à praia com um bem humorado sujeito chamado Irwan (leia-se Irruán), um indonésio, engenheiro de telecomunicações, que veio parar em Fortaleza como funcionário da Nokia, uma empresa Finlandesa que presta serviços à Claro, brasileira filiada à mexicana Telmex. Confuso? Não, globalizado.
Primeiramente, ele me reclamou o fato de não ter encontrado por aqui nenhuma mesquita; como bom muçulmano, Irwan (que em nada lembra um árabe) gostaria de um local adequado para praticar suas orações. Infelizmente, não pude ajudá-lo; até onde sei, não há mesmo nenhuma mesquita em Fortaleza. É estranho como no Brasil, um país legalmente laico, sejam tão pouco significativas as religiões não cristãs, e tão esmagadora a presença da Igreja Católica.
Mas isso não foi grande problema. Irwan estava feliz numa praia do Brasil. E, como bom turista, queria provar e comprar de tudo. Chato mesmo foi para mim, que tive de bancar o intérprete. A falta de paciência me fez indagar: o Inglês não é lá uma língua difícil – nem muito cara – de se aprender; em Fortaleza, uma ‘cidade turística’, isso bem poderia ser incentivado, quem sabe bancado pela prefeitura. Mas pra quê? Dinheiro público é para gastar com festa; comunicação entre vendedor e turista deixa com a mímica e o enrolês mesmo; se dá certo assim, então tá bom...
Já cansado de comer camarões e caranguejos (esses deram muito trabalho), nosso ilustre estrangeiro resolveu conversar um pouco sobre os mais diversos assuntos. Por sua formação, acabou falando em eletrônica, e me perguntou por que aqui todos os equipamentos desse tipo são tão caros. Falei que muitos são importados e, mesmo sobre os fabricados aqui, são cobrados impostos elevados. Ele então me perguntou: “e vocês não reclamam?”. Um pouco desconfortável, respondi que sim; mas confessei que não era o bastante. Ele, com um grande sorriso, falou: “deve ser porque vocês têm carnaval e todas essas lindas praias... não podem mesmo reclamar de nada!” Não pude esconder minha frustração diante da triste verdade; mas, como eu já disse, globalização traz novas opiniões, diferentes pontos de vista e um grande aprendizado – até mesmo sobre nossa própria cultura.